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Para não esquecer

22 junho, 2012

Para não esquecer. Para ver, rever, e ver de novo. Para se lembrar. Para fixar. Para entender. Para sentir. Para agir.

Principalmente, para não surtar:

All work and all play (legendado) from Box1824 on Vimeo.

Ahh e para fixar melhor leia esse artigo, além de ser muito bom  ainda tem mais um vídeo essencial para assistir “A gente se acostuma (mas não devia)”.

Vídeo para Mundo do Sítio

21 maio, 2012

Ae!!!

Saiu o vídeo de como montar o paper toy da Emília! Ficou muito fofo!

Ahhh muito legal!

Se quiser clica aqui que você vê no blog do Sítio!

Vocês nem imaginam a satisfação que é ver esse bebê pronto! Foi a primeira produção que eu e a Renata Dania fizemos pro Mundo do Sítio. Satisfação é ver o trabalho assim, finalizado e tão bonito (pessoal do Mundo do Sítio arrasa no pós-produção)!

Obrigada à todos do Mundo do Sítio! Vocês são demais!!! ^.^

Aceitação, renovação

15 abril, 2012

Amanhã eu vou acordar e abrir a janela, vou sentir a brisa, olhar o sol, falar bom dia para os carros barulhentos.

Vou sair para andar, vou correr, vou andar, vou me alongar. Vou respirar fundo e com força. Vou ouvir músicas felizes. Vou no supermercado comprar meu almoço. Vou cozinhar meu almoço. Vou olhar as pessoas na rua.

Vou passar minhas roupas com carinho, e organiza-las por cor e uso.  Vou tirar os óculos nublados e vou vestir outros cor-de-rosa. (cheia de esperança)

Vou aceitar tudo, minha vida inteira, exatamente como ela é. Vou planejar uma vida inteira nova. Vou tirar a cara de dor, vou fechar as cicatrizes, e olhar com orgulho para minhas escolhas. Vou mandar 50 currículos, vou pedir ajuda para 50 pessoas, vou costurar 30 peças, vou desenhar, vou pintar, vou ler, vou escrever, vou produzir.

E vou repetir isso todas as noites, vou ler, reler, dormir, acordar, abrir a janela, sentir a brisa, olhar o sol, andar, correr, respirar, ouvir, aceitar, produzir, cozinhar, ajudar, costurar, lembrar, pedir, escrever. E tudo de novo, e de novo, por quantos dias forem necessários, enquanto for necessário, até mudar tudo de novo, até planejar tudo de novo, até me adaptar de novo, e de novo.

Blue jeans, white shirt

9 abril, 2012

“But you fit me better than my favourite sweater ”

 

Daqui para frente

8 abril, 2012

Metas para os próximos dias:

  1. Organizar
  2. Planejar
  3. Produzir
  4. Sobreviver

e tentar viver enquanto isso.

O lugar que não é lá, nem cá

1 abril, 2012

"You better run for your life if you can, little girl"

Não dói tanto por saber que isso ia acontecer. Estava me fazendo mal, pé ferrado, gastrite apontando uma volta, dedo inflamado, e outras dores menos físicas. Conflitos internos aos montes. Por vezes não me reconhecia mais. Outras só queria aguentar, o quanto eu conseguisse, mas a que preço?

Minha saúde, as pessoas que eu amo, as coisas que eu amo fazer, eu mesma perdida no meio de tudo. Era um mar de dúvidas. Eu gostava do trabalho, gostava de quase todas as pessoas, me dava bem com quase todas as pessoas. Menos uma, menos a que seria crucial para a minha permanência lá. Escutava diversas vezes, você vai ser demitida, quando isso acontece a pessoa é demitida logo menos, começa assim, termina em demissão, e eu sem saber como agir. Sem saber como ser diferente do que eu sou. Tentei algumas alternativas, todas frustadas. Desisti, virei um zumbi, acordava obrigada por mim mesma, passava o dia contando os minutos para ir embora, me divertia com o que fosse possível, errei feio talvez. Me afundei no erro. Me diverti com o erro, vivi o erro, sinto falta do erro. Acabou.

Tomaram a decisão por mim, a fatídica, a decisão que eu estava protelando. Parte por aguentar mais, parte por medo, parte por não ver alternativas melhores.

Não queria passar por tudo isso de novo, oi me dá um emprego? Acredita em mim, me paga um salário para eu poder viver tudo que eu escolhi para mim mesma. Com toda minha prepotência, toda minha vontade de ser independente, tudo isso de querer ser algo que eu nem sei o que é.

Elas me dizem “foi melhor assim”, não, desculpa, mas não foi. Hoje não posso acreditar que isso foi o melhor. Melhor seria ser reconhecida, fazer um trabalho legal ganhando bem, melhor seria ganhar na mega sena. Ser demitida, agora, não foi melhor. Talvez amanhã eu acredite no melhor, talvez eu veja tudo com mais clareza e menos dor. Talvez eu solte rojões de felicidade, talvez eu consiga fazer tudo do jeito que eu acredito, talvez o melhor venha. Talvez não.

Tirei meu final-de-semana para chorar, ficar mal, e sentir pena de mim mesma. Eu sei que isso é ridículo. Só não é mais ridículo do que a pessoa esperar dar 19:15 de uma sexta-feira para me demitir. Custava me demitir 3h da tarde? Eu vinha para minha casa logo, começava a chorar logo, começava a me curar logo. Não, me fez esperar até o último segundo. Enfim, vindo de quem veio, nenhuma surpresa.

Agora eu voltei para o limbo, esse lugar que não é lá, nem cá. Flutuando no meio do mofo, preocupada por quanto tempo mais ficarei aqui, cansada demais para pensar nos planos A, B, C, D, E, F, tudo de novo… Lá no fundo tem uma voz, bem fraca, sussurrando, quase sem forças, “levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima”. Ainda to fingindo que eu não escuto ela. Só mais por hoje. Teoria dos 3 dias, é só o que me permito. Ainda tenho segunda para ficar de luto. Depois, levantar, pensar, planejar, agir, e principalmente me curar. Por enquanto estou queimando, a partir de amanhã começo a ressurgir das minhas próprias cinzas.

Niña de mierda!

19 março, 2012

Talvez não tão animada quanto queria. Não tão feliz, não tão completa. E mais uma vez se pergunta, o que falta?

Falta deus, falta amor, falta adaptação, falta sentir, falta falar, falta correr, falta fazer, falta acreditar… que não falta nada?

Lembro da Cristina, que nunca sabia o que ela queria, só sabia o que ela não queria… Maria Elena já dizia: é como uma doença, essa menina sofre de insatisfação crônica.

Prazer, Cristina.