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“Que hoje eu passei batom vermelho!”

1 fevereiro, 2012

Antes de mais nada, para embalar a leitura desse post: Mallu Magalhães, sua LINDA!

Para a maioria dos amigos próximos eu já contei a novidade. Faz tempo que não escrevo então achei que era um ótimo momento para retomar o blog – eu amo ‘blogar’ mas rola uma falta de disciplina =P.

No final de 2011, perto de outubro/novembro, me deu um siricutico, uns 5minutos e me caiu a ficha: P*RRA, faz quase um ano que eu mudei para São Paulo e eu ainda estou praticamente no mesmo lugar (sem emprego, sem dinheiro, vivendo de favor no sofá da minha Vó). A partir desse pensamento nada agradável e um tanto desesperador, eu falei para mim mesma, CHEGA, agora chega!

Fiz um baita plano de ação que tinha uns 3 planos diferentes inclusos nele só pra começar. Escolhi o mais fácil e de retorno mais rápido: vendedora de loja de roupa. Afinal estávamos perto do Natal eu imaginei que as lojas estariam se matando pra contratar uns temporários. Por mais que não fosse nem de perto o emprego dos meus sonhos, seria um emprego! Mais do que isso, seria uma oportunidade! Oportunidade pra eu sair de casa, conhecer pessoas que poderiam me ajudar a conseguir outros empregos, oportunidade de lidar com pessoas diferentes e aprender muito com isso. Mais que tudo: uma nova chance de sobrevida para o meu desejo inicial e principal: minha independência.

E foi o que eu fiz, montei um currículo bonitinho, imprimi 50 cópias (apesar do namorado falar que era exagero, eu estava bem desesperada!), e saí por shoppings, lojas de rua e tudo mais que estivesse escrito (ou não) “deixe seu currículo, faça parte da nossa equipe”. Dos 50 currículos eu entreguei umas 12 cópias. E para a minha surpresa, ROLOU!

Fui trabalhar na CORI, de começo estava bem com medo, nunca tinha feito nada parecido com vender, atender, etc. Precisava ver o tanto que eu tremia para atender a primeira cliente! hahahaha
O tempo foi passando e com a ajuda de muita gente (e da minha própria força de vontade) eu fui aprendendo, me soltando. Por vezes eu AMAVA  o que eu fazia lá, outras ficava triste e me questionava se valia a pena. Não é por nada não, mas trabalhar no varejo é a melhor definição de survivor of the fittest! É F*DA! Cansa absurdamente, massss se você ama tudo aquilo dá pra tirar um $, viver bem e ser feliz!

Fato é que eu não amei, eu gostava, mas não tinha paixão, não tinha um comprometimento desmedido, e todas as outras coisas que eu acredito que a gente tem que ter com nosso trabalho.

Até que um dia, do nada, eu fiquei sabendo de uma vaga para ser estilista da Valfrance. (Pra quem não sabe é uma marca mais popular da Valisere) ALOU? Estilista? De lingerie? Numa empresa grande como a Valfrance? NOSSAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Era tudo que eu queria!

Fiz a entrevista bem nervosa e ao mesmo tempo bem confiante (é possível?), e ROLOU! Sim gente, rolou! Pra minha alegria, surpresa, felicidade, rolou!
Saí da CORI com o coração um tantinho apertado porque conheci muita gente legal lá, todo mundo me acolheu, me ensinou, foi uma experiência incrível! Torço para que cada uma das minhas colegas de trabalho tenham muito sucesso!

E pra mim também! Torcendo para que tudo dê certo, para que eu consiga criar lingeries lindas, baratas e que sejam sucesso de vendas!

Ahh, sim! Eu começo amanhã… pensa no nível de ansiedade da pessoa! Vou ter insônia hoje? Sim ou com certeza? ^^

Ps: “Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho /  Que hoje eu passei batom vermelho / Eu tenho tido a alegria como dom / Em cada canto eu vejo o lado BOM.”

SOPA e PIPA

20 janeiro, 2012

Eu sou contra, e você? Já se informou?

PROTECT IP / SOPA Breaks The Internet from Fight for the Future on Vimeo.

Sem mais…

11 janeiro, 2012

Por hoje, é isso!

 

I suggest you do this:

5 setembro, 2011
  1. Make a plan that’s fun rather than ambitious.
  2. Do one small thing every day.
  3. Follow up without pressure.
  4. Celebrate yours results.
  5. Share what you do.
In short, aim to shift some rocks, not entire mountains. Get some quick, easy wins – then move on from there.
* Não sei qual é a fonte do texto.

Stay Hungry. Stay Foolish

24 agosto, 2011

Discurso que Steve Jobs fez na formatura da Universidade de Stanford.

Perfeito para o momento atual. (desde 2007)

Ps: a qualidade do vídeo ta meio ruim, mas ok. =P

Pipa

9 agosto, 2011

Pequena homenagem à melhor gata do mundo.

Sinto saudades, desde maio de 2008.

No dia 15 de maio de 2009 eu escrevi esse texto:

Um ano, eu acho, não lembro da data exata, e nem quero lembrar, mas me lembro que foi por essa época. Já começava a fazer frio, eu tinha aproveitado o feriado de 1o. de maio pra me despedir dela. Por tanto, faz um ano.
Assisti Marley & Me, não tinha como não lembrar, não relacionar, não sentir. E eu senti, finalmente senti e me senti viva de novo pq eu estava chorando, e nem tinha pingado oftane para tal feito. Talvez não tão apática assim, talvez só um pouco entediada.
Ah, fiquei um tanto inspirada, então aqui vai:
Quando ela veio morar em casa eu tinha quase 4 anos, e pela confusão minha mãe esqueceu de me dar meu mamá e só se lembrou quando eu estava colocando o dedo na vasilha de leite dela e lambendo o dedo.
Durante anos eu subia as escadas correndo, pq quando ela era uma criança ela mordia e arranhava meu calcanhar. Ela fez isso por uns 2 anos ou menos, mas foi o suficiente pra eu nunca mais conseguir subir a escada tranquilamente.
Ela estava lá durante minha crise de pré-adolescente. E na crise de adolescente. E quando eu terminei meu primeiro namoro, e quando eu terminei o segundo.
Ela sempre estava lá, me acompanhava pelos comodos da casa, deitava no meu colo quando o inverno chegava. A melhor companhia que eu poderia ter nos dias de solidão, os dias que eu queria ficar sozinha. Ela respeitava, só sentava perto de mim e me olhava com calma. Ela me entendia de uma maneira que ninguém nunca conseguiu.
E como toda historia bonitinha tem o final, e como é uma historia real, o final é verdadeiramente um final. Ela foi, ficou doente, sofreu e um dia minha mãe com muita dor pôs fim ao sofrimento dela, e ela sentiu muita dor, minha mãe. E meu pai também chorou, mas não contou pra ninguém. E eu chorei, e ainda choro. Ainda sinto falta. Ainda sinto cheiro, a textura do pêlo macio, o som do ronronar, e ainda vejo os olhos. Foram 18 anos, esse ano que passou é o primeiro que eu me lembro sem a presença dela. Sinceramente? Foi até pior do que eu imaginava.
Pipa, eu sinto sua falta.
A melhor gata do mundo.

“Eu me lembro de um pequeno filhote de lobo”

9 agosto, 2011

“Quando Brenin tinha cerca de dois meses, eu o levei a um treino de rúgbi, como sempre. Isto foi durante a época em que ele gostava de atormentar Rugger, e Rugger não gostava nada dele. Finalmente, Rugger perdeu a calma, agarrou Brenin pelo pescoço e o prendeu no chão. Diga-se, em favor de Rugger, que foi tudo que ele fez. Ele poderia ter partido como um graveto o pequeno pescoço de Brenin. Até mesmo um pit bull pode passar no teste de Kundera. Mas é a reação de Brenin que sempre vou me lembrar. A maioria dos filhotes teria ganido de choque e medo. Brenin rosnou. Não foi um rosnado de um filhote, mas um rosnado calmo e profundo que não condizia com sua tenra idade. Isto é força. Tenho tentado alcançar essa força, e sempre tentarei. Acho que vai ser muito difícil, primata que sou. Mas tenho uma obrigação – obrigação moral – de emular essa força, tanto quanto possível. Se conseguir ser forte como um filhote de lobo aos dois meses de idade, já serei um solo em que o mal moral não crescerá.
Um primata teria fugido correndo, para planejar sua vingança nas sombras; para elaborar meios de fragilizar os que são mais fortes que ele, e que o humilharam. Quando esse trabalho estiver completo, o mal pode ser feito. Eu sou primata por acidente de nascimento. Mas, em meus melhores momentos, sou um filhote de lobo rosnando desafiadoramente para um pit bull que me atirou no chão. Meu rosnado é um reconhecimento que a dor virá, pois é parte da natureza da vida. É o reconhecimento de que não sou mais que um filhote e que, a qualquer momento, o pit bull da vida pode partir meu pescoço como um graveto. Mas é também a resolução de que não vou recuar, aconteça o que acontecer.
Tive um colega que era religioso, um caso pouco comum entre os filósofos. Ele costumava dizer aos seus alunos: quando a merda atinge o ventilador, você passa a acreditar. Talvez seja mesmo o que acontece. Quando a merda atinge o ventilador, as pessoas procuram Deus. Quando a merda atinge o ventilador, eu me lembro de um pequeno filhote de lobo.”

ROWLANDS, Mark . O Filósofo e o Lobo: lições da natureza sobre amor, morte e felicidade. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 100.